Governo do Distrito Federal
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Escola de Música de Brasília: nova edição do Civebra está confirmada

Curso Internacional de Verão deverá ocorrer em agosto, juntamente com jogos olímpicos e recesso escolar

Da redação

 

Um dos eventos mais tradicionais do Distrito Federal, o Curso Internacional de Verão da Escola de Música de Brasília (Civebra) está confirmado em 2016. Entretanto, a 38ª edição não ocorrerá em janeiro, como é de praxe, porque a greve dos professores fez com que o ano letivo de 2015 fosse prorrogado até o fim deste mês. Além disso, o orçamento público de 2016 ainda não foi liberado e, sem os recursos destinados para o evento, a realização agora neste início de ano se torna inviável.

 

Em se tratando de um ano atípico, a Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer estuda a possibilidade de integrar o evento internacional ao calendário de atividades paralelas aos Jogos Olímpicos, em agosto. Como Brasília será sede de dez partidas de futebol no Estádio Nacional Mané Garrincha, a proposta do governo é aproveitar a ocasião para dar ainda mais visibilidade à Escola de Música. “Neste época, os estudantes estarão de recesso, além do fato de que a capital receberá muitos turistas”, justifica o secretário Júlio Gregório Filho.

 

Gregório ressalta, ainda, que o formato do evento poderá passar por uma reavaliação positiva. “Independente de ser no verão ou no inverno, a proposta é trazer o viés ainda mais pedagógico para o curso da Escola de Música de Brasília, que não perderá sua identidade nem seu valor educacional apenas por uma alteração de datas”, completa.

 

As secretarias de Educação e de Cultura também avaliam a possibilidade de buscar parcerias junto à iniciativa privada, para que o custo do evento fique ainda menor. Só para se ter uma ideia, a edição de 2015 garantiu aos cofres públicos uma economia de R$ 9,7 milhões. A 37ª edição do Civebra foi orçada em R$ 2,7 milhões, mas custou R$ 1,4 mi, contra os R$ 12 milhões do ano anterior. Ou seja, o governo de Brasília conseguiu realizar o curso sem abrir mão da qualidade por um valor em torno de 10% do estimado (em relação a 2014) e deixando benefícios – a quantia de R$ 600 mil foi aplicada na compra de instrumentos musicais e equipamentos e na manutenção e pequenos reparos na escola.