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12/08/19 às 8h00 - Atualizado em 12/08/19 às 8h04

Cia de Teatro do CEMEB vivencia a arte nos palcos

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Festival de teatro deu início à Companhia que está na quinta edição

 

Aldenora Moraes, Ascom/SEEDF

 

O professor Marcello D’Luca dirige os estudantes da Cia de Teatro Elefante Branco. Foto: Luis Tavares, Ascom/SEEDF

 

Brasília tem uma tradição teatral que resiste ao tempo. O professor e ator profissional, Marcello D’Luca, que leciona arte no Centro de Ensino Médio Elefante Branco (Cemeb), é um dos representantes da resistência. Auxiliado por estudantes, que se apaixonaram pelo palco, fundaram a Companhia de Teatro Elefante Branco para promover o teatro estudantil.

 

O grupo teve início com o Festival de Teatro promovido semestralmente na unidade escolar e apresentado durante uma semana, com duas sessões por dia. “As turmas do 1º ano mergulham no processo criativo que envolve ler e analisar as peças teatrais, como também conceber e executar os elementos, e encená-las”, explica Marcello. Após esse primeiro contato com a atuação e outros elementos da encenação, como maquiagem, figurino e sonoplastia, os estudantes não queriam deixar de ter contato com a prática teatral e deram origem à Companhia.

 

O grupo se apresentou na 35ª Feira do Livro de Brasília, na Mostra Dulcina 2019 e vai se apresentar no Programa Mais Enem, no Teatro da Unip. O dramaturgo inglês Shakespeare e o norte-americano William Mastrosimone são alguns dos autores consagrados, cujas peças já foram apresentadas pelos estudantes. No Festival, eles também encenaram as peças do brasileiro Pernambuco de Oliveira e do alemão Bertold Brecht, além de outros autores.

 

“Os textos são escolhidos a fim de que os alunos ampliem seu repertório cultural. Há uma diversidade nos gêneros como realismo fantástico, teatro do absurdo, tragédia, comédia a fim de possibilitar a diversidade”, explica Marcello, também diretor da Companhia brasiliense Ensaios.

 

Uma grande Arte

 

Atores da Cia de Teatro Elefante Branco encenam a peça Bang Bang, do dramaturgo William Mastrosimone. Foto Luis Tavares Ascom/SEEDF

A desenvoltura dos jovens atores tem sido celebrada nos palcos e na sala de aula. Para o estudante do 2º ano, Vítor Oliveira, que já pensa em seguir a carreira artística, o teatro desenvolve a disciplina, a memorização e a concentração, necessária para compreender o texto. “O que impacta de maneira positiva as outras disciplinas”, explica.

 

Segundo a estudante Letícia Nascimento, do 2º ano, o projeto é inovador porque permite que os alunos entrem em contato com o teatro, ainda que sem experiência. “É apaixonante. Passamos a conhecer diferentes realidades e pontos de vista e quando temos que lidar com as provas, o teatro nos permite desvencilhar da pressão”, enfatizou a jovem atriz.

 

A aluna Marina Barbosa salientou a importância do projeto para lidar com sua própria ansiedade e interagir com as outras pessoas. Enquanto o ator Nicolas Gomes, acredita que o teatro os encorajou a arriscar, “subimos no palco e encaramos centenas de pessoas e, a partir dessas experiências, ficamos mais animados ainda para continuar”, destaca.

 

Para o professor Marcello, uma das motivações para o projeto é “mostrar aos alunos que eles têm um potencial que, talvez, ainda não tenha sido reconhecido. Eles já têm capacidade para assimilar a subjetividade e isso leva a uma maturidade que é perceptível ao final do semestre e que reverbera nas outras matérias, de acordo com o relato dos professores”, conclui.

 

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Serviço

Para agendar uma apresentação da Companhia Teatral Elefante Branco, é necessário entrar em contato pelo email marcellodlucas@gmail.com. É preciso que o espaço tenha um auditório, teatro ou sala equipada.