Governo do Distrito Federal
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24/03/20 às 21h02 - Atualizado em 25/03/20 às 15h02

Conselho de Educação do DF aprova educação mediada por tecnologia

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Na rede pública, a metodologia será aplicada primeiro aos 80 mil estudantes do Ensino Médio

 

Málcia Afonso e Rossana Gasparini, Ascom/SEEDF

 

Foto Vladimir Luz, Ascom/SEEDF

 

A Secretaria de Educação já tem sinal verde para implementar o ensino mediado por tecnologia na rede pública do DF, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. O mesmo vale para as escolas particulares. O parecer que permite a realização de atividades não presenciais foi aprovado pelo Conselho de Educação do DF (CEDF) nesta terça-feira (24/3), por unanimidade entre os 15 conselheiros presentes à reunião.

 

As aulas pela metodologia de educação mediada devem ter início em 6 de abril, caso a suspensão, que começou em 16 de março, não seja prorrogada. Na primeira fase, a educação mediada será dirigida aos 80 mil estudantes do Ensino Médio. Posteriormente, será estendida aos anos finais e, por fim, aos anos iniciais do Ensino Fundamental – ambos em datas a ser divulgadas oportunamente.

 

O secretário de Educação, João Pedro Ferraz, afirma que “o momento exige soluções corajosas que permitam a retomada do ano letivo, como o desenvolvimento emergencial de um programa de educação mediada por tecnologia, para um número expressivo de estudantes”. O titular da pasta ressalta também a importância das famílias. “O papel das mães, pais e responsáveis pelos estudantes será essencial nesse período em que cada um deve fazer sua parte para que a vida possa voltar a fluir da melhor maneira possível. ”

 

Para o presidente do CEDF, Marco Antônio Almeida Del’Isola, que atuou como relator do parecer, “é necessário pensar na ocupação do estudante, em um momento de isolamento social, e, neste aspecto, iniciativas como a apresentada merecem aplausos”. Para ele, não é o momento para se pensar em reposição de aulas, tendo em vista que ninguém sabe os desdobramentos da pandemia do Covid-19.

 

As escolas particulares que optaram por interromper o recesso e utilizar atividades não presenciais deverão enviar seus planejamentos à SEEDF para posterior submissão ao CEDF. O Conselho também deliberou que devem ser mantidos os 200 dias letivos (equivalentes a 800 horas de atividades escolares), pois é um tema que depende de legislação federal. Também ficou decidido que, caso necessário, o ano letivo nas redes pública e privada poderá avançar para o ano civil de 2021.

 

Mobile

 

Na rede pública, serão viabilizadas aulas on-line por meio da Plataforma Moodle, que poderá ser acessada pelo computador ou por aplicativo para celular. O estudante entrará, com login e senha, numa versão virtual de sua escola, onde irá visualizar sua turma e os componentes curriculares. As aulas serão desenvolvidas por meio de diversas atividades e recursos.

 

A depender da estrutura de conectividade, poderão ser desenvolvidas tarefas de modo on-line ou offline. Assim, professores e estudantes poderão estar juntos durante os 50 minutos de aula ou as atividades poderão ser baixadas (downloads) e desenvolvidas no tempo e no espaço que melhor atender as condições de cada escola e estudante, sendo possível disponibilizar outros vídeos da internet, além de materiais produzidos pelos professores.

 

Formação de professores

 

A Secretaria está empenhada no desenvolvimento do curso “Escola em Rede Virtual do Distrito Federal”, que terá como público-alvo professores regentes, coordenadores pedagógicos locais, coordenadores intermediários e professores conteudistas. Com carga horária de 60 horas, o curso tem o objetivo de instrumentalizar os professores para o uso pedagógico da Plataforma Moodle, além de orientar quanto ao uso de ferramentas e recursos do Google e da Microsoft, bem como de aplicativos e programas para criação de jogos.

 

A primeira etapa de treinamento será para os cerca de 4 mil professores do Ensino Médio, primeira etapa de ensino a ter disponível conteúdo e aulas virtuais para os estudantes.

 

Todas as áreas internas da SEEDF estão mobilizadas para produzir e ofertar conteúdo de alta qualidade, alinhados à Base Nacional Comum Curricular, naquilo que compete a cada uma, incluindo aulas destinadas ao ensino especial. Caberá à Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape) a formação dos professores da rede pública, essenciais para que a proposta inovadora no DF alcance êxito. O planejamento detalhado destas formações, bem como as demais orientações aos docentes e gestores também serão divulgadas em breve, tendo em vista que o recesso escolar vai até 5 de abril.

 

A ideia é que cada escola possa usufruir da nova plataforma em sintonia com suas propostas pedagógicas, que levam em consideração a realidade de cada comunidade escolar.