Governo do Distrito Federal
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2/02/19 às 8h30 - Atualizado em 11/02/19 às 10h00

Volta às aulas 2019

 

Rede pública volta às escolas nesta segunda-feira, 11

Quase meio milhão de estudantes será recebido nas 792 unidades escolares da SEEDF

 

Nesta segunda-feira (11), as escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal abrem as portas para receber os estudantes. O governador Ibaneis Rocha e o secretário de Educação, Rafael Parente, vão abrir o Ano Letivo 2019 no CED 1 da Estrutural, uma das quatro escolas que fazem parte do programa de gestão compartilhada entre a Educação e a Segurança. Depois, o secretário Rafael Parente segue para o Centro de Ensino Médio Integrado (CEMI) do Gama, escola que aprovou 66 estudantes em universidades públicas, metade dos que fizeram o Programa de Avaliação Seriada (PAS) e o Enem na unidade.

 

Está tudo pronto para receber os cerca de 460 mil estudantes da rede pública. Uma equipe da Secretaria de Educação trabalha há 40 dias na operação Volta às Aulas, para que tudo funcione bem no primeiro dia de aula. A operação começou no dia 1º de janeiro, primeiro dia da nova gestão, e não tem data para terminar.

 

Nesta segunda-feira (11), 56.844 estudantes serão transportados em 738 ônibus que vão fazer 1,6 mil itinerários. O serviço abrange as 14 coordenações regionais de ensino e é gratuito. Além disso, 400 mil alunos vão fazer refeições nas escolas, ou seja, serão servidas 98,8 milhões refeições este ano. Para tantos pratos, a estimativa é utilizar uma média de 9,8 mil toneladas de alimentos frescos e um pouco mais de 4,1 mil toneladas de gêneros não perecíveis.

 

Além dos estudantes, a alimentação escolar também beneficia os pequenos produtores agrícolas do DF. A parceria ganhou força nos últimos anos, e em 2019 será ampliada. Em 2017, eram adquiridos 23 diferentes tipos de alimentos oriundos da agricultura familiar, e este ano serão 30 diferentes tipos.

 

 

A Secretaria precisou fazer contratos emergenciais para que tudo funcione bem na volta às aulas, visto que diversos contratos estavam vencendo. Entretanto, o secretário explicou que a meta é licitar e organizar todos os contratos da SEEDF, até o final do ano, evitando novas contratações emergenciais, priorizando a transparência.

 

“Estamos atuando em todas as frentes ao mesmo tempo”, explicou o secretário Rafael Parente, informando que a Secretaria está dividindo as ações em três grandes áreas: “A primeira delas é responsável por sanar problemas que não deveríamos mais ter, como a falta de infraestrutura adequada nas escolas, falta de pessoal ou de transporte escolar. Em outra área, trabalhamos para aumentar as vagas em creches e na educação em tempo integral, além de proporcionar melhor aprendizagem aos nossos estudantes. Por fim, buscamos a inovação. Para isso, vamos criar um sistema próprio da rede pública de ensino, uma plataforma adaptativa, gameficada, criada a partir de materiais desenvolvidos na própria rede, como hubs de inovação, em que startups, professores e alunos poderão criar conteúdos juntos”.

 

A recepção aos estudantes está sendo planejada por cada uma das 792 unidades escolares, que elaboram as atividades de boas-vindas conforme a realidade das etapas e modalidades de ensino da Educação Básica – Educação Infantil ao Ensino Médio – e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

 

O início do ano letivo 2019 é marcado por uma ótima notícia. O programa Educação Sem Carência supriu cerca de 10 mil carências. Desde o primeiro dia do ano letivo, todas as salas de aula terão professores. De imediato, a Secretaria convocou 4 mil temporários para substituir as vagas abertas para substituir professores que exercem atividades de diretores, vices, coordenadores e supervisores pedagógicos. As demais 6 mil carências foram supridas com efetivos e temporários.

 

Sábado, 8, 22h, equipe da Sugep comemora, está perto de atingir a meta da Educação Sem Carência.

 

Além disso, no decorrer do ano, os professores substitutos também serão chamados para suprir as vagas abertas pelos efetivos em eventuais afastamentos legais, como licenças médicas, paternidade e maternidade, afastamento para estudos, entre outros.

 

Em relação à manutenção das estruturas físicas, um total de 200 escolas passou por pequenas reformas emergenciais. Foram realizados ajustes, quando necessário, nas redes elétrica, hidráulica, de gás e esgoto. As unidades passaram por pintura, troca de pisos e telhados, além de reparos em salas de aula, cozinhas, refeitórios, pátios e demais espaços dessas unidades escolares. O valor desses reparos foi estimado em R$ 20 milhões. A Secretaria de Educação terá um prazo de até 90 dias, a partir do início das aulas, para concluir todas essas obras.

 

“Gostaríamos de ter tudo pronto, mas nenhuma criança deixará de ter aulas por isso”, disse o secretário, informando que a falta de dados confiáveis foi o maior obstáculo ao trabalho até o momento: “Chegamos a trabalhar com três relatórios diferentes sobre a quantidade de escolas que necessitam de reformas – do TCDF, de empresas de manutenção e da própria SEEDF”. Hoje a secretaria produz dados próprios. É com base neles que vamos ampliar o programa de manutenção e propor a construção de 14 novas escolas nos próximos dois anos, especialmente nas regiões de maior expansão, como o Paranoá, São Sebastião e a Estrutural”. Rafael chegou a visitar todos os conselheiros do Tribunal de Contas do DF para esclarecer a situação e solicitar orientações.

 

Para o início das aulas, a Secretaria realizou, de 4 a 8 de fevereiro, a Semana Pedagógica 2019. O evento ocorreu simultaneamente em cada uma das unidades escolares, com o objetivo de reunir os profissionais da educação para discussões, troca de informações e orientações a respeito do ano letivo que se inicia.

 

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