Governo do Distrito Federal
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12/08/19 às 15h00 - Atualizado em 12/08/19 às 15h17

Um bronze com sabor de ouro

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Kawan, atleta de saltos ornamentais, foi terceiro lugar nos Jogos Pan-Americanos, no Peru

 

Daiane Garcez, CRE Plano Piloto

 

 

Foto divulgação

Depois de faturar o bronze nos Jogos Pan- Americanos, em Lima, no Peru, na categoria plataforma 10m, Kawan Figueredo Pereira, 17 anos, atleta de saltos ornamentais, já está em Brasília e retornou à rotina no Centro de Ensino Médio da Asa Norte (Cean), onde cursa o primeiro ano do ensino médio.

 

Não poderia ser diferente. Ao entrar na sala de aula, foi recebido com aplausos e entusiasmo pelos colegas e professores. “Quando vi a notícia postei logo no grupo da família dizendo que ele é meu aluno”, comemorou a professora de Português, Aline Castelar.

 

O sucesso na competição é reflexo não só de disciplina nos treinos, mas também de boa dose de persistência. Isso porque Kawan mora no Gama e acorda todos os dias às 5h para conseguir chegar a tempo, às 7h, na Universidade de Brasília (UnB), onde treina até meio-dia.

 

Foto divulgação

Depois, ele inicia uma nova etapa do dia, que é ir para o Cean. O detalhe é que essa correria se repete seis vezes por semana, com exceção do domingo. “Eu estaria mentindo se falasse que não é cansativo, mas caso eu queira conquistar medalhas, não posso ver isso como obstáculo e sim como desafio. Escolhi os saltos ornamentais e quero ir longe nesta modalidade”, afirma.

 

Kawan é natural de Parnaíba, Piauí. Veio ainda garoto para o Distrito Federal, onde teve o primeiro contato com os saltos ornamentais, em 2013. Desde então, tem levado a sério cada desafio. Tanto que o próximo passo é conquistar, no

Foto divulgação

fim do ano, uma vaga nas olimpíadas. Um caminho já seguido por Ricardo Moreira, Cesar Castro e Hugo Parise, que representaram o Brasil em Jogos Olímpicos nos saltos ornamentais e, hoje, são proprietários do Instituto Pro-Brasil, no qual Kawan treina.

 

Um detalhe curioso nesta história é que a entrega ao esporte representa, na vida do jovem, mais que uma escolha de modalidade. “O esporte tira muita gente das drogas, era para eu estar neste mundo, largado. E o esporte me tirou de lá”, revela.